Eleição do São Paulo teve 'dinossauros', ausência de Aidar e desafeto de Ceni detonado

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da bwin: Os bastidores da eleição presidencial do São Paulo, realizada na última terça-feira, deu sinais dos rumos que o clube deve seguir daqui para a frente. Eleito com 138 votos contra 36 do conselheiro Newton Ferreira, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, terá um grande desafio pela frente. Precisará resgatar a credibilidade de um clube destruído pelas últimas gestões, principalmente a última.

Dos 240 membros do Conselho Deliberativo que têm direito a voto, 193 estiveram presentes no Morumbi. Alguns, que fizeram parte da gestão anterior, não conseguiam esconder o constrangimento. Eram alvos de alfinetadas de oposicionistas. Evitavam os jornalistas. Recusavam-se a falar sobre Carlos Miguel Aidar, antecessor de Leco que renunciou após denúncias de corrupção. Aidar, aliás, não deu as caras. Nem ele nem Douglas Schwartzmann, seu braço direito, também citado nas denúncias de irregularidades feitas pelo vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro.

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da cassino online: Curioso é que Douglas não foi, mas seu pai estava lá. O ex-vice de comunicação e marketing é filho do conselheiro José Maurício Schwartzmann, que foi ao Morumbi votar e ainda sentou na mesma mesa em que Leco, o novo presidente, comemorou a vitória. A cena simbolizou a fragilidade com que Douglas deixou a diretoria. Também sentou-se à mesa José Francisco Manssur, que deve ocupar o cargo de diretor de comunicação, da pasta de Schwartzmann. Duro golpe.

Além de Aidar, Juvenal Juvêncio foi o outro ex-presidente que não esteve presente, dos mais recentes. Ele passa por um momento delicado de saúde. Estava representado pelo seu filho. Os outros cardeais, cada um a sua maneira, representa no que se transformou o São Paulo.

Que o diga Paulo Amaral. Mandatário do clube entre 2000 e 2002, período em que afastou Rogério Ceni por uma proposta do Arsenal que nunca chegou a suas mãos, Amaral saiu ridicularizado do pleito. Foi detonado até por aqueles que fazem parte do mesmo grupo político. O motivo? O fato de o ex-presidente ter anunciado candidatura para concorrer contra Leco e, no dia seguinte, ter desistido. Foi chamado de covarde, entre outros adjetivos impublicáveis.

O também ex-presidente Fernando Casal de Rey (1994 a 1998) foi implacável. Não escondeu a decepção contra o colega, a quem julgava capaz de derrotar Leco, por já ter cerca de 120 votos, segundo ele. Nitidamente decepcionado com a política atual do São Paulo, Fernando fez um comentário emblemático sobre o assunto. Surpreendente até, para um clube que sempre se orgulhou de cardeais e não dirigentes.

– Hoje, nós somos todos dinossauros aqui. Virou um parque dos dinossauros. O São Paulo está velho. Precisa de novas lideranças, precisa se reciclar, se modernizar. Vamos ver se o Leco cumprirá o que está prometendo aí – disse, enquanto o novo presidente concluía seu discurso de posse.

Casal de Rey é sogro do candidato derrotado, o conselheiro Newton Ferreira. Vê no parente uma possibilidade de liderança, mas não se entusiasma. Tem esperança de que o Conselho Consultivo, composto pelos ex-presidentes e são-paulinos influentes, volte a ser ouvido. Espera que Leco abra a administração para os opositores. Mas hesita em apontar o futuro.

– O São Paulo ficou grande demais para quem administra. Tem Morumbi, Barra Funda, Cotia. É muita responsabilidade – afirmou.

Pouco depois, Leco comemorava a vitória num dos camarotes do Morumbi, entre um brinde ou outro de prosseco. Contou histórias, gabou-se de ter sido um zagueiro de futebol elegante, entre risos. Agradeceu seus aliados, boa parte figuras já conhecidas da gestão de Juvenal Juvêncio. Leco vai administrar com muitas das pessoas da gestão que antecedeu Carlos Miguel Aidar, mas com a missão de fazer diferente. É de mudança que o São Paulo precisa, uma das únicas certezas de um clube de dinossauros.

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